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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Por que é muito fácil escrever um romance como Marley e eu?


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  Eu estou passando por um momento muito delicado em minha vida que só quem tem seu cachorro sabe o que isso significa. O Marley, meu labrador preto, que dei o mesmo nome que do labrador de John Grogan, é uma criatura terrivelmente encantadora. Dentre todas as estripulias e bagunças, ele consegue conquistar o amor de quem o conhece. Mas hoje, infelizmente, o meu lindo cão está quieto, deitado num canto do quintal, sem querer nada da vida e, talvez, não querendo mais sua vida. Como sofre, o pobrezinho. Ele está com uma doença que, se Deus quiser, vamos curar. Mas dói em minha alma vê-lo jogado como um objeto velho. E sento-me diante dele e fico lembrando os dias em que ele ficava pulando sobre mim, com as patas sujas e eu atrasado para o trabalho, ele conseguindo me sujar inteiro. Ah, não, não reconheço esse animal que uma doença judia tanto. Se Deus quiser ele se recupera, eu sei que sim, ele é forte.
Por esse motivo, peço desculpas a todos que estava acompanhando o meu conto “Como xavecar uma estranha e se ferrar de verde e amarelo”, porque hoje não tive cabeça para escrever ou pensar em nada que não fosse o meu Marley. Mas para não deixá-los na mão, quero que leiam uma crônica sobre uma manhã com Marley, lógico que plagiando o grande John Grogan, ele que me perdoe, mas a vida ao lado do pior cão do mundo é igual para todos, simples coincidências.

É incrível como os labradores gostam de honrar o título de pior cão do mundo. Sinta como é uma só manhã com Marley, parece cena do filme, mas viver na pele não é tão engraçado.
Acordei às sete, abri a porta, Marley pulou sobre mim com suas patas sujas de terra e sujou minha roupa. Depois pulou na cama, acordou minha esposa, lambeu-lhe a boca (sem ela  querer, é claro, o único cachorro que a beija sou eu). Após quase meia hora consegui tirar o Marley de cima da cama e colocá-lo para fora. Ele foi, por vingança, furou o pneu da minha bicicleta, comeu os prendedores de roupas. Achei que era falta de exercícios. Levei-o para comprar pão. Ele quis comer o padeiro. Passei no mercado porque tinha que comprar água sanitária, não pude entrar porque o Marley é um cachorro, embora, às vezes, eu pense que não. Mas, enfim, não entrei. Pedi a uma funcionária que pegasse o que eu queria. Ela foi. Na volta não queria entregar o produto com medo do Marley, e o Marley, adora bagunça, queria brincar com ela, mas acho que os seus latidos pareceram mais ameaçadores do que convidativos. Ela fugiu para dentro do mercado jogando a água sanitária aos meus pés. Peguei a água sanitária e no caminho de casa quase perdi o braço. Como ele é forte. 
Entramos no quintal, soltei-o, ele voou para dentro de casa, arranhou a perna de minha esposa, a minha também, pegou o tapete da sala e saiu correndo. Eu gritei para que ele devolvesse, ele correu para o fundo do quintal e ficamos, minha esposa e eu correndo de um lado para o outro tentando recuperar o tapete. Recuperamos o que sobrou. Briguei com o Marley por isso, ele ficou triste. Eu fui consolar, ele gostou do carinho e pulou sobre o teclado do meu computador partindo-o em dois.
Minha esposa estava lavando roupa, ele pegou a camisa dela... menos uma camisa... correu e se escondeu atrás dos engradados de garrafas. Eu dei-lhe um pão, ele não se contentou e roubou os outros quatro que eram nosso café da manhã.
Mas felizmente ele dorme, é por isso que nós o amamos. É o momento mais tranquilo nessa casa depois do Marley.

2 comentários:

Unknown disse...

Marley pelo amor D DEus....sei q vai vencer......tenho tanto amor em animais q se eu pudesse trocaria de lugares com ele só para aliviar as dores....Mas como é DEUS q sabe o q faz...eu fico aqui no meu cantinho torcendo torcendo e rezando, mandando boas energias, vibrando amor pra voce.
Olha Marley meu cachorro o KENJi um lhasa apso gigante passou há 1 ano atras com a mesma doença, e ta aqui feliz deitado no meu pé enquanto digito!! FORçAAAA amigaoooo...adoro animais.....
beijooo nesse focinho lindo!!!
biazinha carnaval
#sereia trinca pra chorar!!

Sonia Salim disse...

Valdir Bressane, amei a forma como escreve, com emoção e humor. Achei linda a sua esposa! E o Marley, muito lustroso e dengoso, um artista porque as fotos estão demais! Espero que ele se recupere logo para sujar suas roupas no exato momento em que tiver saindo para o trabalho, desculpe falar dessa forma, mas é para te alegrar na espera da recuperação de Marley.
Não tenho animais, mas isso acontece também com os filhos quando adoecem, ficam silenciosos e nem sinal de bagunça na casa. Agir logo e vigiar os resultados é o que podemos fazer de melhor. Aguardando melhoras de Marley...
Importante registro.
Grande abraço!

@soniasalim #ostra sem fronteiras

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