Eu não me lembro de tudo o que aconteceu até eu chagar ao porto. O meu mundo estava girando. Dessa forma eu cheguei àquele pedaço de mar que se perdia no horizonte. Eu nunca tinha visto o mar e confesso que sua presença tão grandiosa deixou-me terrivelmente inquieto e preocupado. Eu não sabia nadar, tinha pavor à água, assim como tinha de ambientes fechados. Mas eu conseguia disfarçar muito bem meu medo e acredito que ninguém deve ter notado o quanto eu tremia.
Rodolfo cumprimentou um velho que estava andando pelo porto, eram amigos de longa data, ele chamava-se Antônio. O velho encarou-me.
- Sofreu um acidente de moto, perdeu quase que completamente o joelho, acho que não volta a trabalhar pelos próximos anos.
- Nossa! Lamento. E esse daí?
- Esse é o Juca, meu novo assistente.
O velho deu-me a mão e eu lhe sorri. Logo depois a conversa mudou para as meninas que estavam atrasadas.
- Eu tenho uma bronca de marcar qualquer coisa com essas semi-celebridades, elas se acham tanto que não se dão ao trabalho nem mesmo de cumprirem horários, pensam que os outros não têm o que fazer.
Entramos na lancha e enquanto esperávamos, Rodolfo ia me explicando o que eu deveria fazer. Não tinha segredo, era mamata, só carregar alguns equipamentos, ajudá-lo na marcação de luz, puxar um pouco de saco e tudo beleza.
Já tínhamos aprontado tudo e nada das modelos.
De repente surgiram sete lindas sereias, de roupas leves, floridas, sorrindo. Loiras, morenas, ruivas, negras... Eu parei até mesmo de respirar – Suzana Tiferes, Amanda Garcia, Brenda Zoeair, Fernanda Matias, Juliana Mattos, Aline Grecinda e a linda e maravilhosa Luana Petrarca. Pareciam sete deusas que desceram a terra, ou sete anjos sem asas. Meus olhos não desgrudaram de Luana, ela era minha deusa das passarelas, eu tinha dois posteres enormes dela em meu quarto que eu adorava como a imagem de um santo. Vendo-a diante de mim, ao vivo e a cores, eu senti como se o mundo estivesse completo, ou como se aquilo fosse o melhor sonho que já tivera. Eu não iria querer acordar nunca.
Entraram na lancha. Luana foi a única que se dignou a me dizer um oi, as demais me trataram como eu sempre fui tratado, como se fosse um verme. Mas eu não me importei com aquilo, eu havia ganhado na loteria ao me deparar com a Luana, aquilo era o suficiente para nunca mais na vida pensar em reclamar da sorte, sorte maior do que aquela só se eu acertasse, sozinho, os seis números da Megassena acumulada.
Eu parecia uma criança que acabara de receber seu presente de Natal. Como eu poderia expressar a minha felicidade em estar ao lado de mulheres tão lindas e sensuais? Mas não era simplesmente o fato de estar próximo, também o fato de saber que elas iriam fazer um ensaio sensual, isso era melhor do que poderia ter imaginado. Qual dentre os mortais pode se dar ao luxo de assistir sete mulheres lindas fazendo um ensaio sensual?
Com todos na lancha o fotógrafo deu ordens a Antônio para que partíssemos, mas ao invés de obedecer, Antônio aproximou-se de Rodolfo.
- Senhor, acredito que agora seja um pouco tarde para que possamos ir. Uma tempestade está se aproximando.
Rodolfo olhou para o céu, e eu também. Mas o que ambos vimos foi um dia ensolarado, maravilhosamente belo, quente e sem a mínima possibilidade de chuva.
- Não entendo por que está dizendo isso. Olha que céu mais claro, não tem uma nuvem. Vamos, sim, vai ser coisa rápida.
- Mas senhor... – quis argumentar o piloto.
- Sem mais nem menos, eu já perdi tempo demais aqui.
- O senhor é quem manda.
E o velho deu partida na lancha.
Eu sentei-me na proa olhando ainda bestificado aquelas deusas que sorriam e falavam como loucas. Eu não conseguia, porém, saber sobre o que falavam e pouco me importava com isso, o que eu queria mesmo era ficar vendo a Luana que, sem sombra de dúvidas, era a mais bonita dentre todas.
- Então, vamos começar, meninas. – convidou Rodolfo.
Eu pude ver maravilhado aquelas mulheres se livrarem de suas roupas com uma facilidade e agilidade incríveis.
Que vontade de abraçar cada uma delas, levá-la, todas juntas, para o meu quarto e morrer de tanto amor.
- Juca, venha cá e passe óleo nessas meninas.
Ah? Eu não podia acreditar. Eu? Debruçado sobre aquelas deusas passando óleo em suas pernas, barrigas, costas, coxas. Meu deus! Juro, quase tive um ataque cardíaco. Desaconselho uma experiência dessas a cardíacos, sob pena de partirem dessa para uma melhor, antes mesmo de poderem desfrutar daquele banquete visual e tátil.
As fotos começaram. Os flashes espocavam daqui e dali, enquanto elas faziam suas performances, suas poses, caras.
- Muito bem. Agora, sem a parte de cima do biquíni.
Se o Paraíso existisse, acredito que ele estaria repleto de deusas como aquelas. Meu mundo era um sonho! Agradeci a oportunidade de poder assistir àquilo.
Continua amanhã
Essa história se passa numa ilha de Fernando de Noronha
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